A partir dos contextos de cruzamento entre a América do Sul e o Sul da Europa, os três artistas trabalham com arquivos históricos das performatividades de protesto trans/não-binárie/“marica”, assim como com as narrativas mito-biográficas de suas trajetórias de vida. Investigam a tensão e a pressão sentidas entre o regime de visibilidade cis, com suas formas de protesto social em espaços públicos heterossexualizados, e um contra-arquivo de protesto sexual articulado por vozes trans/não-binárie/“marica”.
Conjugando coreografia experimental, prática drag, pintura e grafismo, teoria queer/crip e filosofia negra, ativismo e arquivos sexo-gênero-dissidentes, apresentam uma sessão de performance aberta e site-specific.
No âmbito de seu processo de pesquisa, realizam uma residência na La Caldera (Barcelona) e um laboratório aberto na Escola Cicatriz – Terra Batida (Lisboa). Este período metodológico funciona como insumo situado, permitindo-lhes entrar em contato com saberes técnicos e intelectuais especializados, comunidades locais e genealogias históricas que informam e preparam sua criação cênica.
Co-criação e pesquisa: Amador Alina Folini, Quillen Mut, Ritó Natalio, Silvio Lang
Apoios e residências: La Caldera Barcelona, Escola Cicatriz Terra Batida, Asociación Parasita
Fotos: Tristan Perez-Martin e equipa artística.